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Cada criança é singular, especialmente àquelas que estão dentro do Transtorno do Espectro Autista-TEA. Por isso, visando ainda mais a humanização do atendimento, a eficiência e a empatia, o Hospital Jaraguá está finalizando a elaboração de um Protocolo de Atendimento a crianças com TEA e TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (Manejo e Cuidado).

Segundo a coordenadora do Pronto Atendimento do Hospital Jaraguá, Tais Gregol, a construção do protocolo teve início em 2023 e em breve estará finalizado, no entanto, as ações que integram o protocolo já estão sendo trabalhadas internamente.

Ela explica que a iniciativa surgiu da necessidade de melhorar especialmente a comunicação no atendimento destes pacientes. “É muito importante que a pessoa com TEA e TDAH seja identificada já na entrada para o atendimento, para que assim ela seja vista com todas as suas particularidades por onde percorrer, seja no Raio X, em exames, medicação e internação”, completa.

Entre as mudanças no atendimento que já foram feitas está a implantação de senha com prioridade no totem de retirada de senhas. Também serão adquiridas pulseiras específicas que serão colocadas na triagem para identificar a criança com transtorno. Uma etiqueta especial também está em desenvolvimento para ser colocada em crianças que têm dificuldades em aceitar a pulseira. E outra etiqueta também será utilizada para identificar o prontuário destes pacientes.

Tais explica ainda que outra medida adotada será a identificação, também por meio de etiqueta, na beira-leito do quarto da criança, atrás do paciente e na parede. O objetivo é que assim que alguém da equipe hospitalar entrar no quarto identifique imediatamente o paciente e entenda as necessidades dele. Já no Centro Cirúrgico serão implantadas toucas e aventais amarelos para auxiliar na identificação.

Equipe preparada

A coordenadora do Pronto Atendimento, Tais Gregol, destaca também que a parte de literatura do protocolo está em andamento como, por exemplo, sinais e sintomas e ações que precisam ser tomadas em casos de crises destes pacientes, assim como o manejo correto dos profissionais com estas crianças. “Afinal, cada criança tem as suas particularidades e limitações. É preciso ter uma equipe preparada até mesmo para lidar com possíveis crises que essas crianças possam ter”, completa.

Além disso, a lei de prioridades está sendo amplamente estudada e discutida entre os profissionais do hospital. “Tratando-se de saúde e falando em emergências, precisamos saber quais são as prioridades no atendimento. Definimos inclusive treinamentos com toda a nossa equipe para falarmos sobre a lei e alinharmos o protocolo”, finaliza Tais.

Para o diretor do Hospital Jaraguá, Sérgio Luís Alves, o Protocolo de Atendimento a crianças com TEA e TDAH é mais um passo para promover a inclusão e acolher de forma mais respeitosa e cuidadosa todos os pacientes. “Pacientes com realidades diferentes, sejam limitações, medos, ou qualquer situação, precisam de olhares mais atentos. Esse protocolo fará toda a diferença para nós e também para estas crianças”, ressalta.

Vale ressaltar que o Protocolo de Atendimento à pessoa com autismo é um instrumento importante para orientar os profissionais e serviços envolvidos no atendimento, visando oferecer um atendimento qualificado e integrado, respeitando as especificidades e necessidades individuais de cada pessoa com autismo.

O Brasil passou de 4 milhões de casos de dengue registrados neste ano, conforme atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (29). No total, 4.127.571 casos prováveis da doença foram notificados em todo o país nos quatro primeiros meses.

Quanto às mortes por dengue, 1.937 foram confirmadas e 2.345 estão sob investigação. O coeficiente de incidência da doença no país é 2.032,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

A faixa etária mais afetada é de 20 a 29 anos, que concentra a maior parte dos casos. Já a faixa etária menos atingida é a de crianças menores de 1 ano, seguida por pessoas com 80 anos ou mais e por crianças de 1 a 4 anos.

As unidades da Federação com maior incidência da doença são Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina.

Projeções divulgadas no início do ano apontam que os casos de dengue no país podem chegar a 4.225.885.

Combate à dengue
O Ministério da Saúde e o governo de Minas Gerais inauguraram nesta segunda-feira (29), em Belo Horizonte, a Biofábrica Wolbachia. A unidade, administrada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai permitir ao Brasil ampliar sua capacidade de produção de uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.

A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente naturalmente no Aedes aegypti. O chamado método Wolbachia consiste em inserir a bactéria em ovos do mosquito em laboratório e criar Aedes aegypti que portam o microrganismo. Infectados pela Wolbachia, eles não são capazes de carregar os vírus que causam dengue, zika, chikungunya ou febre amarela.

A secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, acolheu a sugestão feita pelo deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB) para promover uma discussão mais aprofundada sobre a situação da rede de atendimento de urgência e emergência na saúde pública de Santa Catarina. De acordo com o deputado, pacientes com quadros de saúde menos graves, que deveriam ser atendidos em pronto atendimentos municipais, acabam sobrecarregando as emergências dos hospitais. Ele destacou: “é uma correria de ambulâncias que vocês não imaginam”.

A questão foi levantada pelo parlamentar durante a reunião da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, realizada esta sema, na útlima terça-feira, 16. A reunião contou com a participação de Zanotto, que apresentou as estratégias adotadas pelo governo do Estado frente à crise epidemiológica, à alta ocupação de leitos de UTI e à necessidade de ampliar a adesão às campanhas de vacinação.

“Esta crise na saúde, provocada pela epidemia de dengue e pelo avanço das doenças respiratórias, mostra que muitos municípios não estão cumprindo com suas responsabilidades. Em vez de melhorar suas estruturas de saúde e equipar os pronto atendimentos, preferem encaminhar seus pacientes para municípios com hospitais de referência, pressionando as equipes médicas. É imprescindível examinar a rede de atendimento, a capacidade e eficiência dos municípios na administração dos serviços de saúde”, afirmou o deputado.

Zanotto concordou com o deputado, destacando que 75% dos pacientes que estão na porta das emergências dos hospitais “são azuis e verdes”, ou seja, apresentam quadros de saúde não emergenciais. Ela também enfatizou a necessidade de os municípios de médio e grande porte contarem com estruturas de atendimento médico adequadas.

“Não podemos aceitar a ausência de UPAs em cidades de grande porte e não se pode chamar de UPA uma estrutura que não conta com laboratório para realizar exames de sangue”.

Na última quinta-feira, dia 18, o Hospital Jaraguá realizou uma cirurgia inédita no Brasil, com uso do Apple Vision Pro, um óculos de realidade aumentada. Esse foi o terceiro procedimento deste tipo no mundo e foi realizado pelo ortopedista Dr. Bruno Gobbato, aqui em Jaraguá do Sul.

O equipamento foi utilizado para a realização de uma cirurgia de artroscopia de ombro em uma paciente com uma ruptura de manguito rotador (lesão em um dos tendões do ombro). A tecnologia permitiu que Gobbato visualizasse o interior da articulação com mais precisão, para identificar os danos e apresentar um diagnóstico mais preciso para o tratamento do problema.

Essa também não é a primeira vez em que a equipe do Hospital Jaraguá se coloca à frente da tecnologia médica. Em janeiro de 2016, a equipe foi a primeira a realizar uma cirurgia utilizando realidade aumentada, e em 2021, inovaram novamente com a presença virtual de médicos na sala de cirurgia. “Agora foi a vez de colocar à prova o Apple Visio Pro, permitindo a realização de cirurgias mais rápidas e muito mais precisas”, completa Gobbato.

Foram utilizados, no Apple Vision Pro, modelos 3D de referência, o aplicativo nativo Notas para acesso aos exames (como a ressonância magnética) e o espelhamento nativo da tela para a parte de vídeo.

O primeiro óbito por Dengue no município trata-se de um homem com idade de 83 anos, com comorbidade, que estava internado no Hospital Santo Antônio em Guaramirim desde o dia 08 de abril. Ele veio a óbito na tarde da última terça-feira (16).

A Prefeitura de Guaramirim se solidariza com os familiares e lamenta a perda.

Salientamos a importância de manter os cuidados necessários para evitar o contágio da Dengue, eliminando os possíveis criadouros do mosquito e fazendo uso de repelente.

A chegada de um filho é um momento mágico na vida de uma mulher, e por este motivo, a preparação para o nascimento do seu bebê é imprescindível.

A Secretaria Municipal da Saúde juntamente com as Equipes de Saúde da Família oferecem um momento para Gestantes e acompanhantes.

Um conteúdo especial para orientar mães e pais e/ou acompanhantes – Rede de Apoio, sobre o período da gestação, parto, puerpério e os cuidados ao recém-nascido, além de desenvolver capacidades naturais e instintivas da mulher e também fortalecer o vínculo no processo de gestação, parto, pós-parto e no início da vida do bebê.

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Cerca de mil veículos que não têm condições de voltar a circular nas ruas, e que não possuem peças que possam ser reaproveitadas, começaram a ser amassados em Blumenau, Santa Catarina, para eliminar possíveis pontos de proliferação de dengue, informou a prefeitura.

Santa Catarina tem 157 mil casos prováveis de dengue em 2024 e 86 mortes confirmadas, segundo dados atualizados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) na quarta-feira (17). 

A primeira etapa da operação Limpa Pátios começou na terça-feira (16), no pátio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), e tem previsão de terminar em até 30 dias.

A segunda etapa da operação será uma análise dos veículos apreendidos pela Polícia Civil e que estão com algum tipo de restrição especial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a avaliação, estarão aptos para serem leiloados como sucata para peças ou para circulação.

A operação ocorre em todo o estado. Até o momento, já foram encaminhadas para reciclagem e destruição aproximadamente 15 mil peças, incluindo carros, motos, pedaços de lataria, motor, chassi, entre outros, provenientes de 30 municípios catarinenses.

Fonte: g1.globo.com/sc/santa-catarina

A Prefeitura de Blumenau confirmou nesta terça-feira (16) mais uma morte por dengue em 2024. Segundo dados da Secretaria de Saúde, já são nove óbitos decorrentes da doença no ano, no município.

Conforme boletim atualizado e divulgado hoje, Blumenau também registrou 309 casos da doença nas últimas 24h. O total acumulado no ano é de 25.372 casos prováveis. Destes, 18.531 casos estão em investigação e 6.841 confirmados. Ao todo, 13 pessoas estão internadas em UTI e 39 em enfermaria.

Integrantes do MDB e PL lamentaram o avanço da dengue no estado, que lota postos de saúde, prontos atendimentos, hospitais e UTIs, e cobraram mais recursos de Brasília para conter a doença propagada pelo mosquito Aedes na sessão de terça-feira (9) da Alesc.

“Cerca de 95% dos leitos de UTIs estão ocupados, enfermarias estão sobrecarregadas com a dengue e as doenças respiratórias”, afirmou Lunelli (MDB), que destacou a abertura, em Jaraguá do Sul, um dos epicentros do mosquito, de um centro de atendimento exclusivo para pessoas com suspeita ou com a doença confirmada.

“A dengue é prioridade de todos, são mais de 10 horas esperando atendimento, é preciso priorizar o esforço na saúde”, insistiu Lunelli, que lembrou a responsabilidade dos municípios, do Estado e da União na gestão da epidemia.

Maurício Peixer (PL), Emerson Stein (MDB) e Massocco (PL) apoiaram Lunelli, mas ponderaram o esforço da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Um assunto debatido em Santa Catarina, o presidente da Alesc falou sobre como está a saúde e nós temos de acompanhar, cobrar e exigir providências, mas também para ser justo e correto com o que acontece”, anotou Peixer, que destacou a compra, pela SES, de 50 leitos para atender pacientes com dengue em hospital privado de Joinville.

“O governo tem feito sua parte com a aquisição de novos leitos de UTIs em todas as regiões; os municípios têm feito a sua parte, ampliando o horário de atendimento”, avaliou Emerson Stein.

“A dengue e a influenza sobrecarregaram todo o sistema, todos os hospitais estão colapsando”, admitiu Massocco, que acusou o governo federal, que comprou todas as vacinas disponíveis no mercado, de comprar vacinas contra a dengue para atender somente 1% da população, gastando apenas R$ 12 mi.

O deputado lembrou da cobrança pelas vacinas contra a Covid e conclamou homens e mulheres que se dedicam à pesquisa de vacinas para exigirem do governo federal a compra de mais vacinas.

Maurício Eskudlark (PL), por outro lado, avalia que a corrida aos hospitais, pronto atendimentos e postos de saúde não vem de agora.

“A saúde foi citada e teve vídeo de um colega nosso mostrando o atendimento, mães esperando, mas isso não é novidade, vem há anos, por mais que se esteja investindo em saúde, ainda temos dificuldades, ainda mais em uma época de dengue e começo de inverno. A mudança do clima vai afetar, mães vão estar com seus filhos nas portas dos hospitais. Um pouco de demora é natural, mas nunca se investiu tanto em saúde como no governo Jorginho Mello”, assegurou o vice-presidente da Casa.

Dr. Vicente Caropreso (PSDB) citou o caso de Jaraguá do Sul e região e garantiu que a situação piorou.

“Tenho a dizer que nos últimos dias na cidade de Jaraguá do Sul, que atende sete municípios, tem 40 pessoas no pronto socorro sem lugar para colocar e mais oito entubadas em pronto socorro. Tem alguma coisa errada nesta história toda”, disparou Caropreso.

O deputado cobrou mais solidariedade dos municípios e elogiou a atuação da SES.

“É muito fácil colocar na ambulância e mandar para o município sede”, finalizou o médico neurologista, que voltou a cobrar a vacinação das pessoas. “O pessoal não tem procurado a vacina”.