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Por meio do programa estadual Universidade Gratuita, mil vagas para cursos de graduação presenciais estão sendo disponibilizadas no Centro Universitário Católica de Santa Catarina (Católica SC) já para este segundo semestre letivo.

As inscrições, com as aulas tendo início em agosto, já estão abertas.

Aos interessados, basta acessar o portal da Instituição para escolher o curso de sua preferência e utilizar um simulador para verificar a sua elegibilidade ao programa, no site catolicasc.org.br.

Inédito no Brasil, o programa Universidade Gratuita, promovido pelo governo estadual, visa fomentar a educação superior catarinense, ampliando o acesso por meio de apoio financeiro aos alunos e fortalecendo as instituições de ensino participantes.

Para aproveitar os benefícios, os candidatos devem atender alguns critérios específicos. A elegibilidade depende do índice de carência (IC), um indicador que avalia a hipossuficiência do candidato e é um fator determinante.

Para participar do programa, a renda familiar per capita deve ser inferior a quatro salários mínimos.

Outro requisito importante é a residência.

Os beneficiários devem ser naturais de SC ou residir no estado há pelo menos cinco anos, contados a partir da data de ingresso na instituição universitária.

Além disso, a assistência é destinada àqueles que estão cursando a primeira graduação com recursos públicos estaduais.

A regra assegura dar oportunidade de educação superior a quem ainda não teve a chance de obter um diploma com financiamento público. Todas as informações podem ser verificadas no site oficial.

O reitor da Católica SC, Cleiton Vaz, comenta: “A oferta de mil vagas em nossa Instituição de ensino é algo muito expressivo. Ao ampliar o acesso à educação superior a um número significativamente maior de pessoas, o programa ajuda a atender às grandes demandas do mercado de trabalho por profissionais especializados”.

“Além disso, é dado retorno à população por meio dos serviços prestados pelos estudantes em projetos aprovados pelo Governo do Estado de Santa Catarina, como contrapartida do programa”.

“Que os outros racistas tenham medo, vergonha e se escondam nas sombras”, declarou o atacante brasileiro Vinicius Júnior nesta segunda-feira (10), momentos após a La Liga (entidade que organiza o Campeonato Espanhol de Futebol) anunciar que três pessoas foram condenadas à prisão por insultos racistas proferidos ele. Segundo a entidade, esta é a primeira sentença desse tipo proferida pela Justiça espanhola.

“Muitos pediram para que eu ignorasse, outros tantos disseram que minha luta era em vão e que eu deveria apenas ‘jogar futebol’. Mas, como sempre disse, não sou vítima de racismo. Eu sou algoz de racistas. Essa primeira condenação penal da história da Espanha não é por mim. É por todos os pretos. Que os outros racistas tenham medo, vergonha e se escondam nas sombras. Caso contrário, estarei aqui para cobrar. Obrigado a La Liga e ao Real Madrid por ajudarem nessa condenação histórica. Vem mais por aí”, publicou o jogador do Real Madrid (Espanha) e da seleção brasileira em seu perfil em uma rede social.

Agressões racistas
Os gritos racistas que levaram a estas condenações foram proferidos por torcedores do Valencia (Espanha) durante partida contra o Real Madrid em maio do ano passado. Em nota, a La Liga destacou que os réus foram considerados culpados por crime contra a integridade moral com agravante de discriminação por motivos racistas.

Os três torcedores foram condenados a oito meses de prisão e pagamento dos custos do processo. Eles também ficarão banidos por dois anos de estádios que receberem jogos organizados pela La Liga ou pela Real Federação Espanhola de Futebol.

“Esta é a primeira condenação desse tipo proferida na Espanha, após processo levado aos tribunais pela La Liga, com o apoio da Real Federação Espanhola de Futebol, do Real Madrid e, nas últimas semanas, da própria vítima, Vinicius Júnior”, afirmou a La Liga.

Ainda segundo a entidade, durante a audiência os réus leram uma carta em que pedem desculpas a Vinicius Júnior e ao Real Madrid.
“Essa decisão é uma ótima notícia no que diz respeito à luta contra o racismo na Espanha, pois repara o mal sofrido por Vinicius Júnior. e envia uma mensagem clara às pessoas que vão a um estádio de futebol para desfilar insultos. A La Liga irá identificá-los, denunciá-los e haverá consequências criminais para eles”, disse o presidente da entidade, Javier Tebas.

Confirmado 12º óbito relacionado à dengue em Jaraguá do Sul. Trata-se de um homem na faixa etária dos 70 aos 79 anos. O paciente foi a óbito no dia 12/05/2024. O caso de dengue foi confirmado por meio de exame do Laboratório Central de Saúde Pública de SC – Lacen.

Boletim Epidemiológico da dengue, edição divulgada nesta segunda-feira (10), com os dados atualizados em relação aos casos notificados, confirmados, descartados e suspeitos de dengue no Município, além do número de focos do Aedes aegypti e bairros que apresentam a maior concentração de focos do mosquito.

Confira os números
Casos notificados passaram de 19.021 para 19.711 (690 a mais);
Casos confirmados passaram de 13.773 para 14.279 (506 a mais);
Casos descartados são 4.889;
Casos suspeitos são 543;
Número de focos do Aedes aegypti passou de 1.659 para 1.673 (14 a mais);
Óbitos, são 12.
Casos prováveis = número de suspeitos + confirmados + inconclusivos.

Cuidados
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância dos cuidados nas residências, evitando locais propícios para a proliferação do mosquito. Lembrando que, nos períodos chuvosos a atenção deve ser ainda maior.
Atitudes simples ajudam a eliminar os criadouros do Aedes aegypti. Tais como:

  • Guarde pneus e outros objetos que possam acumular água em locais secos e abrigados da chuva. Para maior prevenção, também é recomendado a realização de furos ou cortes para o escoamento de qualquer quantia de água que pare dentro do objeto;
  • Mantenha ralos vedados ou higienizados esfregando uma vez por semana as laterais internas com uma esponja ou escova;
  • Mantenha caixas e tambores de captação de água da chuva sempre vedados com tampa e tela e ainda realize higienização semanal com escova;
  • Conserve a caixa d’água com a tampa completamente vedada e cubra o “ladrão” com tela.
  • Coloque latas, tampas de garrafa, cascas de ovos e outras embalagens vazias em sacos plásticos bem fechados antes de descartá-los. Mantenha-os fora do alcance de animais até o recolhimento;
  • Trate a água de piscinas com cloro e limpe-as uma vez por semana. Utilizar uma capa como cobertura não impede os focos do mosquito;
  • Elimine os pratos embaixo dos vasos de plantas. As raízes das plantas não absorvem a água que fica nos pratinhos, e portanto, não possuem utilidade;
  • Evite ter plantas aquáticas e opte por plantá-las na terra. Caso opte por mantê-las na água realize a troca da água duas vezes por semana higienizando o interior do vidro;
  • Lave semanalmente com escova e sabão os potes de água dos animais domésticos;
  • Mantenha as calhas para água da chuva desobstruídas realizando a limpezas de maneira periódica.
  • Bromélias são plantas que acumulam muita água em seu interior e acabam tonando-se criadouro para o mosquito Aedes Aegypti, o controle de zoonoses orienta a substituição por outras espécies de plantas.
    Vale ressaltar, ainda, que o uso diário e frequente de repelente é uma medida eficaz para evitar a picada do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela urbana. Além disso, é essencial estar atento aos sintomas iniciais da dengue, que incluem dor muscular intensa, febre alta e dor atrás dos olhos. Caso esses sintomas se manifestem, é recomendável buscar atendimento médico o mais rápido possível, para que o profissional possa tomar as medidas adequadas.

Economia azul, impactos das mudanças climáticas na pesca e aquicultura, novas exigências dos consumidores, linhas de crédito, desafios do mercado de pescado, entre outras pautas técnicas estarão em debate na ExpoMar 2024. O evento será realizado de 09 a 11 de julho, no Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira, em Itajaí-SC, englobando Congresso Internacional da Pesca e Maricultura, Simpósio Catarinense de Piscicultura, além de Feira de Negócios, Cozinha Show e Corredor do Sabor.

A programação robusta foi construída com participação ativa dos atores do setor, trazendo à luz os principais desafios atuais e as tendências para o futuro da atividade. Serão mais de 20 palestras, painéis e workshops ao longo dos três dias, com a presença de mais de 60 especialistas e pesquisadores renomados do Brasil, Canadá, Chile e Oriente Médio.

A temática deste ano é “Transformação Azul na Pesca e Aquicultura”, alinhado ao conceito desenvolvido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), que propõe uma visão de produção sustentável na aquicultura, gestão eficaz na pesca e melhoria nas cadeias de valor.

“É nesta direção que precisamos pensar o futuro da pesca e da aquicultura no Brasil. A ExpoMar se propõe a ser este espaço de debate, socialização de informações e construção de caminhos para o futuro do setor”, afirma Altemir Gregolin, Presidente da ExpoMar.

A programação também inclui a abertura oficial, no dia 9, às 18h, e a confraternização de encerramento no dia 11, com a produção da maior paella do Brasil e o lançamento da Semana Nacional do Pescado.

PESCA E AQUICULTURA EM DEBATE

Entre as novidades desta segunda edição está a organização da programação em formato de painéis, que permitirá o aprofundamento dos debates e a abordagem dos diferentes aspectos sobre os temas.

O primeiro dia será voltado para conjuntura e estratégia, com debates que tratam do crescimento da produção da proteína que vem das águas, rastreabilidade e certificação na pesca e aquicultura, linhas de crédito e panorama do mercado de pescados no Brasil e no Mundo, com a participação de Márcio Castro da FAO – Roma, Itália. Em parceria com a Univali, também será realizado o evento satélite “Blue Fish: O crescimento azul da pesca e maricultura em um oceano em transformação climática”.

No segundo e terceiro dia, a Expomar promove o Seminário Internacional de Pesca, o Seminário Internacional de Maricultura e o Simpósio Catarinense de Piscicultura.

PESCA

Estratégias e ações para o crescimento sustentável da pesca, desafios e ações nas áreas de ordenamento e fomento da atividade pesqueira, estatística pesqueira no Brasil e em Santa Catarina e o gerenciamento hídrico na indústria estão entre os temas do Seminário Internacional de Pesca.

MARICULTURA

Conferencistas do Canadá, Chile, Oriente Médio e Brasil compartilham suas experiências de sucesso no “PAINEL BLUE FISH – Possibilitando o crescimento azul na maricultura”, que abre o Seminário Internacional de Maricultura. A programação conta ainda com debates sobre políticas de desenvolvimento, ordenamento da maricultura, programa Molubis e a proliferação de mexilhões invasores.

PISCICULTURA

Os temas que mais têm preocupado o setor no estado pautam o Simpósio Catarinense de Piscicultura: licenciamento ambiental, exigências legais para exercer a atividade (RGP, ART, GTA, licença de Aquicultor), sanidade e biossegurança, inovações na aquicultura e mercado do peixe cultivado.

REALIZAÇÃO, PATROCÍNIO E APOIO

A ExpoMAR é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil com a correalização do SINDIPI – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, Univali – Universidade do Vale do Itajaí e da Fundep – Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação. Tem o patrocínio do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), Banco do Brasil, Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Ministério da Pesca e Aquicultura, Faesc/Senar Santa Catarina e Prefeitura de Itajaí. A ExpoMar tem o apoio das entidades FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, ACAQ – Associação Catarinense de Aquicultura, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Abipesca – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura e Conepe – Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura.

Restam poucos dias para se inscrever no concurso público da Celesc, que oferece oportunidades para níveis médio, técnico e superior, com salários que podem chegar a R$ 11,2 mil. Até o dia 13 de junho (próxima quinta-feira), candidatos de toda Santa Catarina podem garantir a chance de uma carreira promissora em uma das maiores empresas do estado.

O certame visa ao preenchimento de duas vagas de analista de sistemas e a formação de cadastro de reserva para o chamamento dos aprovados conforme haja necessidade, enquanto o concurso tiver validade. As funções têm cargas horárias entre 20h e 40h semanais e salários de R$ 1.506,17 a R$ 11.264,15.

As provas deverão ser realizadas no dia 14/07/2024 em Chapecó, Criciúma, Grande Florianópolis, Joinville e Lages. As inscrições podem ser feitas entre os dias 30 de abril e 13 de junho, no site da Acafe – https://acafe.org.br/celesc pelo valor de R$ 130,00 para o cargo de nível médio; R$ 140,00 para o cargo de nível médio técnico e R$ 150,00 para o cargo de nível superior.

A organização do concurso está a cargo da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe). A homologação das inscrições será divulgada a partir das 16h do dia 21 de junho de 2024 no site https://acafe.org.br/celesc

Confira os detalhes das vagas de acordo com os níveis de escolaridade:

Nível médio: salários a partir de R$ 1.506,17, com carga horária de 20h semanais, para vagas de atendente comercial; e salários a partir de R$ 2.992,64, com carga horária de 40h semanais, para as demais vagas

Nível técnico: salários a partir de R$ 3.651,60, com carga horária de 40h semanais

Nível superior: salários a partir de R$ 6.311,88, com carga horária de 40h semanais, podendo chegar ao piso dos engenheiros – R$ 11,2 mil.

Entre os benefícios oferecidos estão vale-alimentação, plano de saúde, plano de previdência complementar, auxílio para empregado estudante, participação nos lucros, auxílio para empregado com deficiência e/ou dependente, auxílio enfermidade, auxílio creche/babá, plano de cargos e salários, entre outros.

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou nesse domingo (9) aviso sobre a possibilidade de novas chuvas no estado entre a próxima sexta-feira (14) e a segunda-feira da semana seguinte (17). De acordo com o comunicado, tanto a Defesa Civil quanto a Sala de Situação do estado monitoram o avanço de uma frente fria.

A previsão, de acordo com os modelos da Sala de Situação nesse domingo, é que os volumes acumulados para o período de 14 a 17 sejam de 50 a 120 milímetros (mm) nas regiões das Missões, centro e noroeste gaúchos.

Em Porto Alegre e na região metropolitana, nos Vales e Serra, a previsão é de volume menor: entre 45 e 75 mm.

“Ainda permanece a condição de novo bloqueio atmosférico no Brasil central, que deve fazer com que frentes frias e instabilidades fiquem atuando no sul do país. A Sala de Situação do Estado seguirá monitorando e realizando atualizações das condições hidrometeorológicas para o período”, informa a Defesa Civil.

O município de Massaranduba, representado pela Secretária de Administração e Finanças, Maira Karina Raimondi Martina, pela Secretária de Planejamento e Meio Ambiente, Doroti Klimkowski, e pelo gestor de Convênios,
Andrey Ricardo Krischanski, marcou presença no Fórum Nacional de Transferências da União (FNTU). O evento aconteceu nesta semana, entre os dias 4 e 6 de junho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O Fórum reuniu representantes dos governos federal, estaduais e municipais para discutir questões relacionadas às transferências de recursos da União para os estados e municípios brasileiros.

Essas transferências são feitas por meio de programas, convênios, fundos e outras modalidades de repasse de verbas para financiar políticas públicas em diversas áreas, como saúde, educação, infraestrutura, entre outras.

O objetivo foi promover o diálogo entre os entes federativos, compartilhar experiências e boas práticas, debater aspectos técnicos e jurídicos das transferências da União, além de buscar soluções para eventuais desafios e problemas enfrentados nesse processo.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.733 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desta quinta-feira (6), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O prêmio principal acumulou em R$ 112 milhões para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (8).

Os números sorteados foram: 14 – 20 – 21 – 39 – 44 – 56.

A quina teve 117 apostas ganhadoras; cada uma vai receber R$ 47.166,50. A quadra registrou 7.450 apostas vencedoras; cada acertador vai receber um prêmio de R$ R$ 1.058,19.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.

Pais e responsáveis, preparem a caderneta de vacinação de crianças até 4 anos de idade. No próximo sábado, 8, os postos de saúde de todo o estado vão estar abertos para o dia D da Campanha de vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil). O objetivo da mobilização estadual é resgatar crianças não imunizadas ou com a caderneta incompleta, além de reforçar a proteção daquelas já vacinadas com a vacina de gotinha, a fim de evitar a reintrodução da doença no estado.

A gerente de doenças infecciosas agudas e imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), Arieli Schiessl Fialho, pede que os pais, especialmente aqueles que não têm disponibilidade de levar os filhos para vacinar durante a semana, aproveitem a oportunidade para atualizar a situação vacinal das crianças no sábado.

A vacina contra a poliomielite está prevista no Calendário de Vacinação Infantil. O esquema de vacinação é de três doses da vacina inativada poliomielite (VIP) aos 2 meses, 4 meses e 6 meses; e duas doses de reforço da vacina oral poliomielite (VOP), a vacina de gotinha, com 1 ano e 3 meses e 4 anos.

No período de Campanha, as doses da VIP continuam sendo aplicadas conforme esquema recomendado, mas a dose da VOP é aplicada de forma indiscriminada em todas as crianças de 1 a 4 anos, desde que já tenham recebido o esquema primário com a VIP.

Balanço parcial da vacinação

A Campanha de vacinação contra a Poliomielite começou no dia 27 de maio e vai até o dia 14 de junho. Na primeira semana compareceram às unidades de saúde 33.816 crianças. Deste total, 23.408 com até 4 anos de idade foram imunizadas com a VIP ou a VOP, a depender da situação vacinal. As demais estavam com o esquema completo e não precisaram tomar novas doses.

Dia Nacional da imunização

O dia D de vacinação contra a poliomielite acontece um dia antes do Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, data que traz um alerta para a importância de manter as cadernetas de vacinação não só de bebês e crianças atualizadas, mas também de adolescentes, adultos, gestantes e idosos para reduzir o impacto das doenças imunopreveníveis na população, que podem ocasionar hospitalizações e mortes.

No total, são disponibilizadas na rotina, de forma gratuita, 20 vacinas, entre elas, a da poliomielite, sem contar as vacinas de Campanha, como a da gripe e a da dengue.

Na próxima semana, a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados deverá votar a proposta de lei complementar encaminhada pelo governo para regulamentar a relação de trabalho intermediado por empresas operadoras de aplicativos de transporte remunerado privado individual de passageiros em veículos automotores de quatro rodas.

Os parlamentares deverão votar o substitutivo do PLP 12/2024, escrito pelo deputado Augusto Coutinho (Republicanos – PE), relator da matéria. O projeto original, modificado por Coutinho, foi apresentado pelo governo no começo de março.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a proposta que chegou no Congresso Nacional é fruto das discussões de grupo de trabalho (GT) criado em maio do ano passado pelo próprio MTE, com a participação das empresas e de trabalhadores do setor. O PLP também estabelece “mecanismos de inclusão previdenciária e outros direitos para melhoria das condições de trabalho.”

De acordo o parecer do deputado Augusto Coutinho, o PLP reflete “questões mais amplas sobre o futuro do trabalho, a proteção dos direitos trabalhistas em uma economia cada vez mais digitalizada e a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e os patamares mínimos de proteção social.”

Jurisprudência negativa
O impacto no futuro do trabalho é esperado até mesmo por quem não tem sua atividade alcançada diretamente pelo PLP, como é o caso do SindimotoSP que representa motociclistas, ciclistas e mototaxista intermunicipal do estado de São Paulo. Para o presidente da entidade, Gilberto Almeida dos Santos, se o projeto virar lei cria “grande jurisprudência negativa” que “vai arrastar todas as outras atividades que estão sucateadas e precarizadas pelos aplicativos.”

Para Santos, a categoria não precisa da nova lei. Bastaria que as empresas de aplicativo cumpram a Lei 12.009/2009, sobre a atividades de motoboys e mototaxistas; a Lei 12.436/2011, vedando o aumento de velocidade das entregas; e a Lei 12.997/2014, que inclui o trabalho do motociclista como atividade perigosa na CLT. “A legislação atual já seria suficiente. O PLP assegura menos direitos do que essas outras três leis.”

O sindicalista alerta para a possibilidade de que a nova legislação retire garantias e direitos aos trabalhadores como carteira de trabalho assinada, férias remuneradas, décimo terceiro salário; recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Perda de autonomia
Não existe unanimidade entre trabalhadores sobre o PLP 12/2024 e a regulamentação do trabalho para os aplicativos. Alguns, como Gilberto Almeida dos Santos, temia a perda de direitos e se retiraram das discussões no grupo de trabalho do MTE . Outros trabalhadores temem a perda de autonomia e tributação. “A regulamentação vai estourar em dois bolsos: no dos motoristas e no dos usuários”, acredita o deputado Marcos Pollon (PL-MS) que se opõe à proposta.

Em audiência pública para debater o PLP na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul (29 de maio), Pollon defendeu que “se tiver regulamentação que seja apenas para assegurar aos motoristas autônomos as garantias no seu relacionamento com a plataforma, para que não ocorram abusos e o piso não se torne teto.”

Para o parlamentar, os trabalhadores terem os direitos de quem está empregado no mercado formal é “uma fria, uma gelada.” Antes de ser ovacionado por motoristas e seus representantes que acompanhavam a audiência, Marcos Pollon afirmou que “para cada salário que vocês recebam, o empresário paga mais dois de impostos, taxa, tributo e coisa e tal.”

Perfis diferentes
A divisão de opinião dos trabalhadores pode ter a ver com os diferentes perfis que se dedicam ao trabalho. Segundo a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Abomitec), quatro de cada dez motoristas têm outra atividade e completam a renda atendendo passageiros de aplicativos, enquanto seis de cada dez motoristas têm o trabalho com os apps como atividade principal.

A Abomitec, que representa empresas de aplicativos de transporte, defende a regulamentação conforme proposto pelo governo ao Congresso Nacional. “Trata-se de nova forma de trabalho intermediada por aplicativos, que não se encaixa naqueles parâmetros previstos na CLT”, disse à Agência Brasil André Alencar Porto, diretor executivo da Abomitec.

A entidade empresarial criticou o texto substitutivo ao PLP 12/2024, apresentado pelo relator – deputado Augusto Coutinho (Republicanos – PE). Conforme nota, o texto avançou “sobre temas que não foram objeto de discussão no grupo de trabalho com os representantes dos trabalhadores e das empresas”. A entidade também pondera que a proposta pode aumentar “a insegurança jurídica” e erra ao incluir “dispositivos que promovem intervenção direta na operação das plataformas, engessando diversas questões operacionais que podem afetar a qualidade do serviço.”

Ações civis
O Ministério Público do Trabalho já ajuizou 15 ações civis públicas contra as empresas que operam os aplicativos de mobilidade. Até o momento, nenhuma teve julgamento final no Poder Judiciário.

Na avaliação de Renan Kalil, procurador do MPT, há motoristas que “entendem que as plataformas não permitem que façam um trabalho que de fato seja autônomo” e que têm a percepção de que as plataformas controlam o trabalhos que motoristas e entregadores realizam.”

Kalil assinala que o relacionamento entre empresas e trabalhadores de aplicativos conforma situações peculiares de patrão e empregado. Como ocorre, por exemplo, nas punições, quando os trabalhadores deixam de aceitar a quantidade mínima de corridas que a plataforma considera ideal; ou quando motoristas apresentam taxa de cancelamento maior do que a plataforma entende como aceitável.

“São punições que as empresas acabam aplicando diante de situações em que o motorista está se comportando fora do esquadro em que elas projetaram como ideal. O patrão tem o poder de avaliar, o patrão tem o poder de punir, não?”, pergunta o procurador.

Empresas de transporte
Para Renan Kalil, está errado, “do ponto de vista trabalhista tributário e do direito do consumidor”, o fato de as empresas de aplicativos se identificarem como “de tecnologia ou de intermediação”.

“Os clientes quando baixam o aplicativo, não estão querendo um serviço de tecnologia. Eles estão querendo um serviço de transporte, de entrega. E os trabalhadores, quando se cadastram na plataforma, não estão indo prestar um serviço de tecnologia, mas um serviço de transporte de pessoas ou de entrega de mercadorias”, diz Kalil.

O procurador lembra que as empresas de mobilidade registram suas marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) “como empresa de transporte”, que deve respeitar legislação trabalhista existente para o setor.

Outro aspecto que deveria ser considerado na regulamentação, na opinião do procurador, é o fato de que o trabalhador não tem autonomia em relação às operadoras para executar a atividade, para estabelecer o preço da corrida e nem para escolher passageiros, “Se fosse autônomo, ele não deveria ser punido por aceitar a corrida ou por cancelar”, acrescenta Kalil.

Após a tramitação do PLP 12/24 na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços, a proposta segue para a Comissão de Trabalho e, posteriormente para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – todas na Câmara dos Deputados. Sendo aprovado nas comissões, o PLP segue para o plenário da Casa. Aprovado, o PLP segue para tramitação no Senado.

Em entrevista à Agência Brasil, o Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho defendeu a proposta encaminhada originalmente pelo governo e assegurou que os trabalhadores receberão melhor remuneração.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, motoristas e entregadores de aplicativos estão trabalhando mais e ganhando menos desde que as plataformas de mobilidade começaram a fornecer os serviços para os usuários. Entre 2012 e 2015, os motoristas tinham rendimento médio mensal de R$ 3.100. Em 2022, o valor auferido era inferior a R$ 2.400 (queda de 22,5%). No caso dos entregadores, a redução da renda média foi ainda mais aguda em intervalo menor (- 26,66%), de R$ 2.250 em 2015 para R$ 1.650 em 2021.

Via Agência Brasil