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Os acidentes de trânsito estão entre as ocorrências mais graves atendidas por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Em Santa Catarina, no primeiro trimestre deste ano, as Unidades de Suporte Avançado (USA) atenderam 668 ocorrências desta natureza, o maior número entre as ocorrências causadas por causas externas.

“O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência vem trabalhando incansavelmente para reduzir os números e também na prevenção dos acidentes. São inúmeras as capacitações desenvolvidas através do Núcleo de Educação e Urgência, não só para os profissionais que atendem esse tipo de ocorrência, mas também para a população como forma de prevenir e minimizar os riscos. O SAMU tem investido em capacitação, aporte tecnológico, viaturas e equipamentos para diminuir o tempo de resposta no atendimento a esse tipo de ocorrência, porém os números são elevados. É necessário uma conscientização da população para a segurança no trânsito, pois a segurança depende de todos”, reforça Marcos Fonseca, superintendente de Urgência e Emergência da Secretaria de Estado da Saúde (SUE/SES).

Entre os números registrados em Santa Catarina, o maior volume é nos acidentes envolvendo motocicletas e veículos, com 235 ocorrências. Os resultados chamam a atenção para a responsabilidade dos condutores e pedestres para reduzir sequelas e óbitos.

“Os acidentes de trânsito atendidos pelas nossas equipes têm pacientes graves ou em situação crítica com risco de morte iminente. A causa desses acidentes é quase sempre decorrência do uso de bebida alcoólica, excesso de velocidade e imprudência dos motoristas”, avalia o Diretor Técnico do SAMU/USA, Dr. Bruno Quércia.

Ele ressalta também o alto custo social envolvido nesses casos, que incluem as quedas de moto, colisões entre veículos e atropelamentos. “Essas ocorrências têm efeito não apenas sobre o condutor, mas também terceiros. A consequência social é muito grande. Quando não se perde a vida, muitas pessoas se tornam incapazes para o trabalho, com dificuldade de inserção na sociedade, gerando também um alto custo para o sistema de saúde”, afirma.

Como alternativa para reduzir os efeitos desse problema social, o médico defende as campanhas de conscientização nas escolas e em canais de comunicação, mostrando as consequências da direção imprudente.

Sobre o Maio Amarelo
O Maio Amarelo é um movimento criado com a finalidade de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo. No Brasil, as campanhas do Maio Amarelo iniciaram em 2014 e unem o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil no propósito de discutir e criar estratégias voltadas à segurança viária e a construção de vias e espaços mais seguros e ambientalmente sustentáveis.

O envolvimento destes vários segmentos da sociedade, refletem na efetividade das campanhas, pois promovem ações coordenadas entre os participantes, evidenciando a importância do tema da segurança no trânsito e ampliando as ações e propagação de campanhas educativas.

O amarelo simboliza atenção e também a sinalização e advertência no trânsito.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, confirmou nesta segunda-feira (13) que a maior parte dos R$ 93,47 milhões doados por pessoas de todo o Brasil e do exterior via Pix serão distribuídos na forma de um auxílio emergencial de R$ 2 mil para 45 mil famílias afetadas pelas fortes chuvas que atingem o estado desde o final de abril.

“Estamos estimando ajudar cerca de 45 mil famílias”, informou Leite, durante coletiva de imprensa, na manhã de hoje. Segundo ele, parte do valor recebido será dividido entre famílias desabrigadas ou desalojadas de cidades em situação de calamidade pública reconhecida pela Defesa Civil estadual.

“Os recursos irão diretamente para as mãos das pessoas. Para estimulá-las a reconstruir suas vidas”, comentou Leite, acrescentando que também poderão requerer o auxílio as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

Para ser contemplada, a família não pode ter renda superior a três salários-mínimos, nem ser beneficiária do programa estadual Volta Por Cima, que destina R$ 2,5 mil para famílias pobres e extremamente pobres – e para o qual o governo gaúcho afirma já ter liberado cerca de R$ 50 milhões.

Para acelerar a chegada de recursos às vítimas de enchentes, o critério de distribuição começará pelas áreas mais afetadas que já tenham condições de iniciar o processo de recuperação e reconstrução.

“Claro que R$ 2 mil reais não resolve tudo, mas é uma ajuda importante para muita gente que perdeu tudo. E haverá outros programas feitos em parceria com o governo federal e com as prefeituras para podermos atender pessoas com renda familiar até 3 salários-mínimos.”

Leite prometeu que a aplicação dos recursos será feita com total transparência, com a publicação de informações nos portais oficiais, incluindo a relação das famílias atendidas. Além disso, a empresa de consultoria Ernest Young vai auditar a prestação de contas do comitê gestor.

O auxílio será creditado em um cartão pré-pago, emitido pela Caixa Econômica Federal, em nome do responsável familiar. O valor poderá ser sacado em agências ou pontos de atendimento da Caixa, além de ser utilizado para pagamentos em lojas através da função débito.

A decisão de dividir o valor arrecadado por meio da campanha de doações Pix, destinando R$ 2 mil para cada família, foi tomada pelo Comitê Gestor dos recursos, que reúne representantes do governo estadual e da sociedade civil organizada, como a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no estado, Rotary e Lions Club, além da Central Única das Favelas (Cufa) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), entre outras entidades.

O Comitê Gestor também decidiu que uma pequena parte do dinheiro já arrecadado será usado para a compra de 30 mil cobertores, que ajudarão os atingidos pelas chuvas a enfrentar o frio. As peças estão sendo adquiridas por R$ 660 mil, de um fornecedor de Três Lagoas (MS), e devem ser entregues no estado entre hoje e amanhã (14).

Agência Brasil

Um vídeo mostra a imagem de uma santa intacta em uma padaria que foi completamente inundada em Roca Sales, no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul.

“Como ela não foi embora de novo?”, diz uma mulher no vídeo. O registro é da jovem Eduarda Schwarz e alcançou mais de 4,5 milhões de visualizações. Ela compartilha em seu perfil as imagens da cidade destruída após a enchente. O vídeo foi compartilhado no último dia 10.

O que impressiona a jovem é que a imagem religiosa está solta na mesa, mas não foi levada pela água que alcançou o teto da padaria da família.

“A santinha, olha isso, meu Deus e ela ficou de novo. Ela tá solta, tudo isso aqui, tudo foi embora e ela ficou de novo. Meu Deus, não tem explicação”, diz uma mulher na gravação.

FONTE: scc10.com.br

Um boletim divulgado neste domingo (12) pela Defesa Civil de Santa Catarina alertou para o avanço de uma frente fria em direção ao estado. Ao longo da semana, as temperaturas devem diminuir e a presença de chuvas e temporais deixa a população em alerta. Confira:

SEGUNDA-FEIRA

A frente fria avança e intensifica as chuvas e temporais, especialmente nas áreas do Grande Oeste, Planalto Sul e Litoral Sul. As condições de vento e agitação marítima são provocadas devido a um Ciclone Extratropical.

TERÇA-FEIRA

Muita nebulosidade e chuvas estarão presentes, ainda associadas à passagem da frente fria. Entretanto, o sistema se afasta do estado, dando espaço para uma massa de ar frio e seco. A tendência é de tempo firme e céu aberto, especialmente no Oeste e áreas centrais, enquanto no litoral e norte de SC ainda permanece nublado e com possibilidade de chuvas rápidas. Haverá declínio das temperaturas, que combinado aos ventos intensos, intensifica a sensação de frio. Com exceção das áreas litorâneas, as temperaturas à noite devem ficar abaixo dos 10°C.

QUARTA-FEIRA

O tempo deve ficar firme e as temperaturas baixas em SC, com formação de geada nas áreas altas e de nevoeiros nas demais regiões.

QUINTA-FEIRA

O frio segue presente e a nebulosidade volta a aumentar e podem ocorrer chuvas rápidas no oeste do estado. Nas demais áreas o sol aparece entre nuvens.

FONTE: scc10.com.br

O cooperativismo surgiu em Santa Catarina há mais de 130 anos e se transformou em um modelo de negócio que envolve mais de 4,2 milhões de catarinenses e movimenta R$ 85,9 bilhões por ano. Os dados foram apurados pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) junto às suas 249 associadas e anunciado nesta segunda-feira (29), em Florianópolis.

O crescimento das receitas foi de 3,7% em 2023, acima da expansão do PIB (produto interno bruto) brasileiro no período, de 2,9%. Chamou a atenção a expansão do número de cooperados, que cresceu 9,6% no ano passado, com o ingresso de mais de 370 mil pessoas. No conjunto, as cooperativas reuniam, ao fim de 2023, 4,2 milhões de catarinenses, o que representa mais da metade da população do estado, estimada em 7,6 milhões de pessoas pelo IBGE.

As que mais somam associados são as cooperativas de crédito, que têm atualmente 3,3 milhões de cooperados, seguidas pelas de infraestrutura que atuam na distribuição de energia elétrica, com 449.147 pessoas. As cooperativas de consumo contam com 382.728 cooperados, enquanto as agropecuárias somam 83.850. Já cooperativas de saúde têm 14.172 associados e as de transporte, 5.500 cooperados.

Empregos
Em 2023, as cooperativas contrataram 8% mais e criaram 7 mil novos postos de trabalho. Juntas, elas agora mantêm 95.400 empregados diretos.
As cooperativas do agronegócio foram, novamente, as mais expressivas na geração de empregos diretos e de receita operacional bruta, respondendo por 64% dos postos de trabalho e também por 64% das receitas globais do universo cooperativista catarinense.

Destaques
As cooperativas de crédito consolidaram duas conquistas: o maior crescimento em receitas totais – 23,5% para R$ 19,1 bilhões – e o maior número de associados, com 3,3 milhões de catarinenses cooperados. Isso significa que 78% dos cooperados em Santa Catarina fazem parte das cooperativas financeiras.

Entre as cooperativas de produção agropecuárias, o destaque fica por conta das exportações, que atingiram R$ 9,9 bilhões no ano passado, com aumento de 2%. As vendas externas de proteína animal responderam por 75% dos negócios no mercado internacional, seguindo-se cereais in natura, cereais processados, frutas e derivados, fertilizantes, sementes e leite e derivados.

O presidente da OCESC, Luiz Vicente Suzin, avalia que a participação das cooperativas na economia e nas exportações do agronegócio continuará expressiva. Hoje, elas respondem por cerca de 30% do PIB catarinense e por 70% das vendas catarinenses no exterior, decorrente da presença intensiva das cooperativas nas cadeias produtivas de grãos, leite, suínos e aves.

Com informações da OCESC.

A quantidade de pessoas desalojadas no Rio Grande do Sul mais que dobrou em 24 horas, passando de mais de 163 mil nessa quarta-feira (8) para 327.105 nesta quinta-feira (9), conforme o último boletim da Defesa Civil estadual, com dados divulgados às 18h.

São pessoas que tiveram, em algum momento, deixar suas casas e buscar abrigo nas residências de parentes, amigos ou em abrigos públicos.

Os abrigos do estado receberam 68.519 pessoas.

No total, 1,74 milhão de gaúchos já foram afetados de alguma forma pelas enchentes, ou seja, perderam casas, estão sem luz, água ou comida.

Em relação aos municípios atingidos, o número chega a 431, o equivalente a mais de 80% das cidades do estado.

As mortes causadas pelas chuvas chegam a 107. Há 134 desaparecidos e 754 feridos.

Chuva e frio
As autoridades estão em alerta para agravamento da situação no estado.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas fortes no Rio Grande do Sul a partir desta sexta-feira (10). A expectativa é de que se prolongue até o domingo (12) com maior intensidade entre o centro-norte e leste do estado, incluindo o litoral norte e o sul de Santa Catarina.

O nível do rio Guaíba está abaixo dos 5 metros, porém os rios do sul do estado começaram a subir e transbordar.

Foto: © REUTERS/Diego Vara

Na tarde de terça-feira, 7, uma palestra com o tema “Maio Amarelo – Paz no trânsito começa por você”, foi proferida pelo diretor do Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires (CFNP) – unidade Jaraguá do Sul, major Antonio Benda da Rocha, para aproximadamente 120 alunos, tanto do CFNP quanto do ensino médio da Escola Estadual Darci Frank Welk.

Além dos aspectos relacionados à campanha, o major ressaltou a importância do cumprimento das regras de trânsito, mobilidade urbana, além de passar dicas importantes para um trânsito mais seguro.

“No trânsito há uma regra, o maior cuida do menor, ou seja, o condutor do veículo cuida do ciclista, do pedestre e assim por diante”, destacou o major Benda, enfatizando que os alunos do CFNP também foram estimulados a produzir pequenos vídeos sobre segurança no trânsito para as redes sociais do colégio.

Ao final, o major fez a doação do livro de sua autoria “O desafio do controle da poluição veicular atmosférica e sonora”, primeira obra a compor a biblioteca do recém criado colégio militar”.

Durante o mês de abril, mais de R$ 15,8 milhões chegaram ao campo em apoio direto aos produtores, por meio dos programas realizados pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), junto com as empresas vinculadas Epagri e Cidasc.

Desse valor total, R$ 14,3 milhões correspondem a 2.652 contratos para financiamento por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e de atendimento aos agricultores afetados pelas chuvas. Entre os programas estão: Financia Agro SC; Água no Campo; Pronampe Agro SC Emergencial Custeio e Projeto Jovens e Mulheres.

O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) repassou no mês passado R$ 1,5 milhão, foram atendidos 93 produtores na indenização de 601 animais. O Fundesa indeniza produtores rurais pelo abate sanitário de animais doentes, possibilitando a continuidade da produção de carne e de leite, além de preservar a saúde pública.

“São recursos que apóiam diretamente o produtor, incentivando a permanecer e investir na propriedade para aumentar o potencial de produção e garantir mais renda a sua atividade”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Apoio aos municípios

Em apoio direto aos municípios, neste ano foram repassados R$ 3,1 milhões, por meio de transferências voluntárias e convênios. Foram beneficiados 21 municípios com repasse de recursos para eventos agropecuários, compra de máquinas e equipamentos.

O número de mortos no Rio Grande do Sul chega a 107, conforme o Boletim do Governo do Estado, divulgado às 12h desta quinta-feira (09). A chuva afetou mais de 1.482.006 de pessoas.

O número de feridos é de 374 e desaparecidos 136, devido às fortes chuvas que atingem as cidades gaúchas desde semana passada.

Pelo menos 428 os municípios afetados, 67.563 mil pessoas em abrigos e 165.112 mil desalojados. Confira abaixo o último relatório sobre as ações de resgate nas localidades atingidas.

Segundo o Governo, os dados são divulgados diariamente às 9h, 12h, 18h.

Boletim das 12h de quinta-feira (09/5)

  • Número de mortos no Rio Grande do Sul: 107
  • Municípios afetados: 428
  • Pessoas em abrigos: 67.563
  • Desalojados: 165.112
  • Afetados: 1.482.006
  • Feridos: 374
  • Desaparecidos: 136
  • Óbitos em investigação: 1

Fonte: scc10.com.br/cotidiano

O número de mortes em decorrência das chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul chegou a 105 no fim desta quarta-feira (8). Mais de 1,47 milhão de pessoas foram afetadas em 425 municípios do estado, o que corresponde a 85,5% das 497 cidades gaúchas.

Segundo dados da Defesa Civil estadual, 130 pessoas estão desaparecidas e 163 mil estão desalojadas, ou seja, pessoas que tiveram, em algum momento, que buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos. Nos abrigos mantidos pelas prefeituras e pela sociedade civil, estão 67,4 mil pessoas.

Há previsão da chegada de um ciclone extratropical no extremo sul do estado, com com chuvas de mais de 100 milímetros.

A partir desta quinta-feira (9), a previsão é de tempo frio e seco na maior parte do estado. As temperaturas devem cair, chegando a 4 graus Celsius (ºC) nas regiões mais frias. Em Porto Alegre, a mínima deve ser de 12ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

foto: © Divulgação MST-RS